Dieta para lactantes: quais os principais nutrientes nessa fase para a mãe e o bebê?

Dieta para lactantes: quais os principais nutrientes nessa fase para a mãe e o bebê?

Assim como a gravidez, o período de amamentação é muito sensível, pois o organismo da mulher passa por uma série de adaptações e a demanda por nutrientes multiplica. Por isso,  para manter a produção de leite adequada para o bebê, a mãe precisa de uma dieta balanceada e hidratação.

Amamentação: como se alimentar?

O leite materno é o alimento mais completo que existe. Mediante vários estudos, foi comprovado que a amamentação até os 6 meses contribui para o fortalecimento do sistema imune do bebê, diminuição de alergias, infecções e até número de mortes.

A longo prazo, a administração de leite materno também está associada a um efeito positivo na inteligência da criança, bem como menores riscos do desenvolvimento de hipertensão, diabetes e colesterol alto.

O que comer durante a amamentação

É natural que a demanda por alguns nutrientes aumente neste período -  especialmente proteínas, vitaminas e sais minerais. Isso não significa que a mamãe precisa aumentar o consumo de alimentos, mas sim adequar-se às devidas quantidades na alimentação.

Durante a gestação e o período de amamentação, é indispensável o cuidado dobrado com o que se ingere. É importante que a mamãe se atente às suas necessidades individuais, sempre com o acompanhamento do médico, é claro.

A inclusão de alimentos frescos como frutas e verduras, grãos integrais, leguminosas e fontes de proteína; bem como a exclusão de alimentos industrializados e ultraprocessados são algumas sugestões saudáveis.

Dietas mais restritivas - como a vegetariana por exemplo - não são contra indicadas,  contanto que seja feito o acompanhamento por um especialista, visto que é bem comum a necessidade da administração de algumas vitaminas ou suplementos nestes casos. 

O que deve ser evitado durante a amamentação

Ao contrário do que se pensa, todos os alimentos são permitidos durante este período -  O que é importante é se atentar aos sinais do bebê.

De acordo com uma pesquisa americana sobre o tema, alguns alimentos alergênicos como leite, ovos, castanhas e farinha de trigo - podem influenciar de maneira direta na composição do leite materno; e talvez causar problemas digestivos para o bebê.

 Veja a seguir algumas substâncias que demandam atenção especial quando o assunto é amamentação:

  • Bebidas alcoólicas: sabe-se que uma pequena porcentagem de álcool é transferida para o leite materno, mas os estudos são controversos quando se trata de estabelecer a quantidade considerada segura para consumo. Entidades médicas sugerem que a mãe lactante deve evitar expor o bebê ao álcool e, por isso, não recomendamos o consumo de bebida alcoólica para lactantes pois cada caso é um caso - não há como prever dose segura recomendada; e o ideal é que a mamãe faça um estoque de leite e armazene quando for beber. 
  • Cafeína: beber uma quantidade moderada de cafeína – como duas a três xícaras de café por dia – não parece produzir efeitos significativos nos bebês que são amamentados, segundo a Academia Americana de Pediatria. No entanto, é preciso ficar atento, pois alguns bebês mais sensíveis à cafeína podem se mostrar mais irritados e com dificuldade de dormir.
  • Medicamentos e drogas ilícitas: alguns remédios podem afetar a produção e a composição do leite materno, por isso é importante sempre consultar um profissional de saúde antes de ingerir qualquer medicamento. Além disso, recomenda-se que mulheres lactantes não usem drogas ilícitas, pois podem ser prejudiciais para o bebê.
  • Tabagismo: pesquisas mostram que bebês de pais fumantes podem ser mais propensos a apresentar problemas respiratórios, infecções pulmonares e otite. Além disso, o hábito de fumar pode reduzir o volume de leite materno produzido. O consumo de tabaco é contraindicado para as mulheres que amamentam mas, caso não seja possível largar o hábito, o Ministério da Saúde recomenda continuar amamentando, pois os benefícios superam as outras alternativas (como o uso de fórmulas artificiais, por exemplo).

A amamentação em livre demanda

A sucção que o próprio bebê faz ao se alimentar, estimula a produção de leite materno. Na amamentação em livre demanda, o bebê é o responsável por regular o intervalo entre uma mamada e outra de acordo com as suas necessidades; e a mãe estabelece seus limites e possibilidades. As mulheres normalmente produzem de 750 a 800 ml de leite diariamente.

É importante citar que existem alguns hábitos que podem contribuir para a diminuição na produção de leite materno, como tabagismo, estresse, ansiedade e uso de contraceptivos de estrógeno e progesterona. 

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